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31 de agosto de 2012

Temperos






São os ingredientes utilizados nas preparações com o objetivo de realçar o sabor, compreendendo as ervas, as especiarias e os condimentos. As ervas aromáticas são as folhas de plantas secas ou frescas. Já as especiarias são as partes aromáticas das plantas (frutos, bagas, raízes ou cascas). O condimento é a substância que é acrescentada a um alimento para dar-lhe sabor, aroma ou realçar o seu paladar.


Os temperos mais utilizados na culinária brasileira são:
Açafrão – raiz de gosto forte, utilizada depois de seca e moída. É utilizada principalmente no preparo de arroz e galinha.
Aipo – utilizado nas saladas, canapés e ensopados.
Alcaparra – uma flor de que o botão se faz o tempero. Utilizada em saladas, carnes e frutos do mar.
Alecrim – erva aromática utilizada em várias preparações da culinária brasileira, como por exemplo, em sopas, molhos, ensopados, carnes, peixes e até em sucos e biscoitos.
Alfavaca – essa folha é utilizada in natura em preparações como arroz, carnes e peixes. Também podem ser utilizadas as folhas secas.
Alho poró – tempero saboroso, utilizado em vários pratos, especialmente nas sopas.
Anis estrelado – fruto em forma de estrela, utilizado no preparo de carnes de porco e pato, como também utilizado para aromatizar bebidas.
Baunilha – fruto utilizado como aromatizante, suas favas são utilizadas em bebidas com leite, massas, doces, recheios, pudins e fios de ovos.
Canela – pode ser utilizada em casca ou pó em preparações como bolos, biscoitos, pudins, mingaus, bananas cozidas, batata doce, cozidos e bebidas doces.
Cheiro verde – é uma mistura de salsa e cebolinha desidratadas, utilizada em cozidos, arroz massas e patês.
Coentro – a folha é utilizada no preparo de peixes e frutos do mar. A semente moída é utilizada em legumes, feijão, ervilha, molhos e carnes.
Cominho – as sementes moídas são utilizadas em sopas, arroz, feijão, cenoura, carnes assadas, peixes cozidos e molhos.
Cravo-da-Índia – a semente com o cabinho é decorativa e aromática, podendo ser utilizada no quentão, em sopas, peixes, molhos doces, geleias, bolos, biscoitos, caldas.
Cúrcuma – raiz da planta da família do gengibre, também conhecida como açafrão da terra. É utilizada em sopas, massas, arroz, peixes, frutos do mar e molhos.
Curry – é uma mistura de vários temperos, sendo utilizado em patês, caldos, sopas, arroz, ovos, carnes, peixes e frutos do mar.
Estragão – suas folhas são utilizadas em carnes, peixes, saladas, vinagrete e molho tártaro.
Gergelim – semente utilizada em canapés, patês, tortas e na cobertura de pães, bolos e biscoitos.
Manjericão – suas folhas são utilizadas em saladas, omeletes, carnes, peixes, molho de tomate e vinagrete.
Manjerona – suas folhas são utilizadas em verduras refogadas, omeletes, caldos de carne, ensopados, peixes e pão com ervas.
Noz-moscada – a semente é utilizada em sopas, queijo, torrada, fondue, frango, peixes, panquecas, gemadas, leite, vinho e pudins.
Páprica – pó extraído do pimentão doce vermelho, sendo utilizado em sopas, carnes, peixes, frutos do mar e molhos.
Raiz forte – utilizada em saladas, carnes e molhos picantes.
Sálvia – sua folha é utilizada em patês, carnes, farofas, ensopados e pão com ervas.
Tomilho - é um aromatizante de sabor forte, sendo utilizado em patês, caldos, ovos, carnes, peixes, recheios e molhos escuros.
Além dos citados acima, outros temperos são comumente utilizados no nosso dia-a-dia como alho, azeitona, cebola, cebolinha, gengibre, hortelã, louro, limão, mostarda, orégano, pimentas (branca, caiena, calabresa, comari, da-jamaica, de cheiro, do-reino, dedo-de-moça, malagueta), salsa, urucum (colorau) e vinagre.
Há uma grande diversidade de temperos à nossa disposição, podendo ser utilizados em várias preparações, com o intuito de melhorar o sabor e aroma dos alimentos. É importante salientar que esses temperos podem fazer parte da nossa alimentação, melhorando a qualidade nutricional, como também fazendo que possamos reduzir a quantidade de sal adicionada nas preparações, e consequentemente prevenir doenças e/ou controlar aquelas já existentes.  

13 de fevereiro de 2012

Alergias alimentares



Desde a antiguidade, já eram conhecidos efeitos adversos que alguns alimentos causavam em certas pessoas, sendo que em outras não era apresentado nenhum efeito. Essas reações podem acontecer em qualquer idade, porém na infância são mais acentuadas. Geralmente, essa grande sensibilidade à alguns alimentos pode ser causada por uma resposta anormal à alguma parte da proteína ingerida, como também pode estar relacionada com a nossa imunidade, ser desencadeada por herança genética ou ocorrer por um mal funcionamento do organismo.
Entre os sintomas relacionados à reações adversas à alimentos estão os respiratórios como a rinite e a asma. Já entre os sintomas gastrintestinais estão o vômito, náusea e diarréia. Na pele geralmente aparecem urticárias, dermatite e eczema (a pele fica vermelha, escamosa e pode apresentar rachaduras ou pequenas bolhas). Outros sintomas podem estar presentes como: o angioedema (inchaço abaixo da pele situado ao redor da boca, olhos e garganta), a dor de cabeça e o choque anafilático (há colapso do sistema respiratório e vasos sanguíneos, podendo ser fatal).
Essas reações provocadas por certos tipos de alimentos podem ser classificadas em intolerâncias, intoxicações e aversões.
A intolerância alimentar pode ocorrer por reações alérgicas, defeitos enzimáticos como a intolerância à lactose e ao glúten e reações farmacológicas, onde certos tipos de medicamentos, como por exemplo, alguns utilizados na hipertensão arterial e depressão interagem com alimentos ricos em tiramina, fazendo com que o efeito do medicamento seja minimizado.
As intoxicações alimentares podem ser causadas por bactérias, vírus, fungos, toxinas e substâncias irritantes dos alimentos. Deve ser levado em consideração a contaminação por agrotóxicos e fertilizantes químicos que acabam permanecendo nos alimentos, provocando efeito adverso, onde muitas vezes é atribuído ao alimento.
Já a aversão à alimentos é uma negação de determinado alimento ofertado, sendo que pode estar atribuído à fatores psicológicos, por não gostar do sabor do alimento ou pode estar associado à experiência anterior que causou algum desconforto.
 Alguns alimentos possuem agentes farmacológicos que podem desencadear alguns sintomas em indivíduos sensíveis à essas substâncias.
Alguns queijos, levedo de cerveja, peixe em conserva e vinho tinto contém tiramina, que pode provocar enxaqueca e urticária, como também interagir com alguns medicamentos. Já o chocolate, morango, tomate, amendoim, carne suína, abacaxi e bebidas alcoólicas possuem agentes liberadores de histamina provocando urticária e eczema. Já o café, chá verde, chá preto, refrigerantes à base de cola e chocolate possuem metilxantinas, capazes de provocar hipertensão e sintomas neurológicos. Já outros alimentos quando consumidos em excesso, como leguminosas (feijões, lentilha, grão de bico), amora e maçã podem provocar diarréia, dor abdominal e flatulência (gases).
Muitos dos alimentos citados acima são muito importantes na nossa alimentação, sendo que deve ser avaliado a hipersensibilidade da pessoa e as interações dos alimentos com os medicamentos utilizados. Depois dessa avaliação é possível avaliar a necessidade de efetuar uma substituição ou não por outras opções que possam contemplar uma alimentação equilibrada, fazendo com que o organismo receba os nutrientes necessários para um bom funcionamento.

Interação entre medicamentos e nutrientes



Os medicamentos interagem diretamente com a absorção de vários nutrientes presentes nos alimentos. Alguns medicamentos, quando consumidos próximos das refeições, fazem com que demore mais tempo para serem absorvidos, como também interagem com alimentos podendo provocar perda de nutrientes, causando ao indivíduo deficiências nutricionais. A partir do momento em que o estado nutricional piora, maiores podem ser as interações.
A terapia nutricional torna-se uma ferramenta muito importante, tendo como objetivo reduzir essas interações e/ou suprir as deficiências nutricionais existentes. Isso pode-se fazer devido à alterações da dieta, e somente em casos específicos utiliza-se uma complementação alimentar (suplementos).
É importante levar em consideração que essas interações de medicamentos e nutrientes podem variar de pessoa para pessoa, fazendo com seja priorizado a terapia nutricional de acordo com o estado do paciente.
Cada medicamento em específico pode causar interações com nutrientes diferentes, como por exemplo: antiinflamatórios como o AAS (Ácido Acetil Salicílico), que pode reduzir a absorção de Vitamina C, B1 e B9 e Potássio. Já antibióticos como o Ciprofloxacino, quando ingerido com leite pode diminuir a absorção do próprio medicamento como também de Ferro, Magnésio, Zinco e Cálcio. Outros antibióticos como o Sulfametaxazol e a Trimetropina interferem no metabolismo da Vitamina B9.
Anti-hipertensivos como o Anlodipino pode causar depleção de Potássio, Cálcio e Vitamina D. O Verapamil pode depletar Cálcio, Vitamina C e D. Já o Captopril pode causar perda de proteínas, sendo que Cálcio e Magnésio podem interferir na absorção desse medicamento. Alguns diuréticos como a Hidroclortiazida pode reduzir Sódio, Potássio, Magnésio, Zinco e Vitamina B2.
Como vimos, inúmeros medicamentos podem interagir com os nutrientes presentes nos alimentos, tornando-se necessário uma alimentação adequada para cada indivíduo. Quando este fator acaba sendo desprezado, poderá haver alteração dos efeitos terapêuticos dos medicamentos, como também deficiências nutricionais e eventos de efeitos tóxicos aumentados.
A escolha de alimentos adequados em horários regulares pode melhorar o prognóstico, reduzir riscos de alterações na eficácia do tratamento e evitar futuras complicações.

Longevidade e Nutrição - como ter um envelhecimento saudável?



Todas as pessoas procuram ter uma longevidade de forma tranqüila e saudável, pois o ser humano pretende sempre viver o máximo que puder. Quando chega-se à uma certa idade, deseja-se sempre estar satisfeito com a vida, permanecer com saúde, ser capaz de cuidar de si próprio, permanecer livre de doenças crônicas e ter um bom convívio social, tanto com parentes como com amigos.
Há vários fatores ambientais que podem interferir na longevidade, como por exemplo, a composição corporal, a genética, o tabagismo, a nutrição, a atividade física e a condição sócio-econômica.
O exercício físico é muito importante tanto para os idosos, como para a população em geral. No idoso o exercício físico evita a fragilidade e a vulnerabilidade causada pela inatividade, reduz as mudanças biológicas causadas pela idade, melhora a saúde mental e auxilia na reabilitação de doenças agudas e crônicas. Estudos indicam que o exercício físico reduz o risco para o Diabetes tipo 2, câncer, demência, osteoporose e sarcopenia (perda da força e massa muscular).
As atividades físicas realizadas em grupos, além de atuarem na prevenção e reduzirem os riscos para determinadas doenças, têm outra vantagem chamada de ganho secundário, que constitui de um melhor equilíbrio emocional, melhora na auto-estima e integração social.
A nutrição tem como objetivo principal retardar ou modular os processos de envelhecimento, manter e/ou recuperar o estado nutricional, prevenir e combater as doenças crônicas relacionadas ao envelhecimento.
 Uma boa hidratação é fundamental para o bom funcionamento do organismo do idoso, pois ocorre perda de água devido à reduzida capacidade renal e sensação diminuída de sede, sendo que a desidratação é responsável por 6,7% das internações de idosos em hospitais.
Aliada à uma hidratação adequada, as fibras alimentares presentes principalmente em frutas e verduras devem ser consumidas em grande quantidade, evitando problemas como constipação e diverticulite (inflamação que ocorre no intestino grosso).
 É preciso também ter cuidado com o tipo de alimento fonte de carboidrato ingerido, ou seja, evitar alimentos açucarados, doces, balas, biscoitos, bolos e refrigerantes. Em relação às gorduras, precisa-se evitar as frituras, carnes gordas, preparações gordurosas e dar preferência para óleos de boa qualidade como o azeite de oliva extra virgem, utilizado principalmente como tempero de saladas. Já quanto às proteínas, o idoso precisa de um aporte adequado, que auxilia na prevenção da sarcopenia, com destaque para alimentos à base de soja, que possuem efeitos benéficos como a redução do colesterol e nas mulheres auxilia à amenizar os sintomas da menopausa.
O idoso também possui grande necessidade de vitaminas e minerais, como Ferro e Cálcio, as vitaminas do complexo B, ácido fólico e vitamina E (amêndoa, amendoim, castanha-do-Pará, óleo de semente de girassol) que previne a aterosclerose (doença crônica que ocorre nos vasos sanguíneos), Alzheimer e Parkinson.
Ainda fazem parte do cuidado nutricional do idoso a consistência, o fracionamento e o volume das refeições. A qualidade e a quantidade de alimentos ingeridos irão influenciar diretamente na qualidade de vida.

Obesidade, um mal do século XXI?



Os hábitos alimentares e o estilo de vida vêm sendo modificados através dos tempos, fazendo com que aumente consideravelmente o número de obesos e de doenças associadas à obesidade em vários países.
A obesidade, caracterizada por acúmulo excessivo de gordura corporal, causa vários prejuízos à saúde dos indivíduos como: dificuldades respiratórias, problemas dermatológicos (pele), dificuldade de locomoção, dislipidemias (aumento de colesterol e triglicerídeos), doenças cardiovasculares, Diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer e portanto, acaba favorecendo o surgimento de doenças potencialmente letais.
A distribuição da gordura no nosso organismo influencia no aumento do risco de doenças associadas. O indivíduo que possui a gordura localizada em excesso na região do abdômen, chamada de obesidade andróide, possui um risco maior do que aquela pessoa que possui uma maior concentração de gordura na região do quadril, chamada de obesidade ginóide.
Não podemos pensar que a obesidade é uma condição fisiológica, mas sim uma doença complexa e multifatorial que está atribuída a um desequilíbrio entre a energia consumida (quantidade e qualidade dos alimentos) e o gasto de energia (influenciado pela atividade física e metabolismo do indivíduo).
Vários estudos estão sendo realizados para entender melhor o mecanismo que envolve o acúmulo de gordura corporal e assim poder estar agregando novos procedimentos aos tratamentos já realizados, pois conseguir reduzir o peso corporal como mantê-lo acaba sendo difícil na maioria dos casos. Alguns avanços já foram obtidos como a descoberta de um hormônio chamado grelina (regula a saciedade), NPY (fome) e da leptina, que tem importante papel no equilíbrio energético.
A utilização contínua de vários medicamentos pode induzir ao aumento de peso como, por exemplo, os antidepressivos, os anticonvulsivantes, os antidiabéticos, os anti-histamínicos (utilizado em manifestações alérgicas), os glicocorticosteróides (utilizado em alergias e asma) e hormônios sexuais (estrogênio, progestagênio, tamoxífeno).
Para que todos esses fatores negativos sejam minimizados é preciso realizar uma modificação do comportamento alimentar que tem como objetivo a redução do excesso de peso, a prevenção do ganho de peso, a melhora ou eliminação dos problemas associados e a redução do risco de complicações no futuro.
Na terapia nutricional utiliza-se estratégias como o incentivo ao consumo de alimentos de baixo índice glicêmico (cereais integrais, leguminosas, frutas, hortaliças), pois retardam a fome e reduzem a necessidade de produção rápida de insulina. Há também o cuidado com a ingestão excessiva de proteínas, gorduras e sal.
Entre as condutas que devem ser realizadas pelas pessoas que têm excesso de peso estão a redução do consumo de preparações muito calóricas, o fracionamento das refeições, a inclusão ou aumento da ingestão de frutas e hortaliças, a modificação da forma de preparo dos alimentos, ou seja, realizar uma reeducação alimentar.
Para que haja uma boa evolução no tratamento da obesidade é preciso colocar em prática a reeducação alimentar e associá-la a um aumento da atividade física e mudança de comportamento.

19 de janeiro de 2012

Pesquisa de opinião pública



Pequenos gestos como este de lembrar do profissional na pesquisa só incentiva cada vez mais para realizarmos novos estudos e capacitações, com o intuito de poder oferecer sempre um melhor serviço para o paciente.
Obrigado a todos que confiam no meu trabalho!

Transtornos alimentares




Os Transtornos Alimentares são persistentes alterações do comportamento alimentar e/ou relacionados com o controle de peso, acarretando em complicações fisiológicas ou com o funcionamento psicossocial.
Dentre os principais transtornos alimentares estão a Anorexia Nervosa (AN), a Bulimia Nervosa (BN), o Transtorno Alimentar Não Especificado (TANE) e o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP).
Na Anorexia Nervosa o paciente se recusa a comer com o objetivo de reduzir peso ou por medo de aumentar o peso corporal. São características da Anorexia, a busca incansável pela magreza, a recusa de manter o peso normal, o grande medo de ganhar peso, o distúrbio da imagem corporal e em mulheres alterações do ciclo menstrual.
Na Anorexia encontramos o método restritivo, que é baseado em dietas, jejuns e atividades físicas para reduzir peso, como também o método purgativo, que além de restritivo, existe também a compulsão alimentar e/ou purgações como vômitos e utilização de laxantes e diuréticos.
A Bulimia Nervosa está associada a episódios de um comer compulsivo ou também chamado de episódio bulímico, caracterizada pela ingestão de grande quantidade de alimentos em um pequeno espaço de tempo, com a sensação de perda do controle sobre o que ou quanto está comendo.
Os pacientes bulímicos apresentam excessiva preocupação com a forma física e o peso corporal, medo de ganhar peso ou desejo de perder alguns quilos, sendo que a maioria apresenta peso normal ou moderado excesso de peso e comportamentos inadequados de compensação.
Encontramos na Bulimia os seus subtipos purgativo, baseado em auto-indução de vômitos, abuso de laxantes e diuréticos, como também o não-purgativo, que é caracterizado pela prática de exercícios excessivos ou jejuns sem as práticas purgativas.
Quando o paciente apresenta Transtorno Alimentar Não Especificado, pode apresentar características semelhantes a outros transtornos alimentares, como por exemplo, critérios diagnósticos para Anorexia Nervosa menos amenorréia (ausência de menstruação), critérios diagnósticos para Bulimia Nervosa, porém com freqüência menor de episódios ou outro tipo de manifestação como mastigar e cuspir repetidamente os alimentos.
No Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica há uma ingestão compulsiva de grande quantidade de alimentos, sensação de angústia e arrependimento, sendo que os episódios ocorrem às escondidas e não é seguido de comportamento compensatório (vômitos, utilização de laxantes e diuréticos).
Os Transtornos Alimentares estão cada vez mais freqüentes no nosso dia-a-dia, porém a forma adequada de tratamento é primordial na recuperação do indivíduo. Para que haja uma boa evolução é necessário um acompanhamento multiprofissional, com a finalidade de avaliar vários fatores relacionados à doença e então escolher a conduta mais apropriada para cada caso.

13 de janeiro de 2012

Rotulagem de alimentos utilizada na Europa


As informações técnicas que estão presentes nos rótulos dos alimentos ainda são muito técnicas e pouco claras. Em virtude disso, no Reino Unido foi criado pela Food Standards Agency (FSA) o Traffic Light Labelling, que nada mais é do que uma maneira simples de orientar o consumidor na escolha dos alimentos que compõem a sua dieta.

Mas como funciona esse tipo de rotulagem?









Como estamos vendo na figura acima, esse tipo de rotulagem baseia-se nas cores do semáforo, onde cada nutriente como gordura, gordura saturada, gordura trans, sal e açúcar são analisados separadamente. Assim, o sinal vermelho indica que o nutriente está presente em excesso, o sinal amarelo indica média quantidade e o sinal verde indica pouca quantidade do nutriente. 
Como esses nutrientes analisados quando consumidos em excesso fazem mal à saúde, quanto menor a quantidade desses nutrientes no produto melhor. Já quando o nutriente analisado for fibra alimentar, o vermelho indica pouca concentração e o verde indica quantidade adequada. De uma maneira geral, quanto mais sinais verdes, mais adequado pode ser o produto à sua dieta.
Esse método utilizado é bastante interessante, pois acaba sensibilizando os consumidores quanto à desvantagem do consumo de alimentos industrializados de baixa qualidade nutricional, e ao mesmo tempo estimula as indústrias a melhorarem a composição nutricional de seus produtos, com o intuito de receberem mais sinais verdes do que amarelos e vermelhos, propiciando a escolha de alimentos mais saudáveis.

3 de janeiro de 2012

A Nutrição na prevenção e tratamento da Osteoporose



A Osteoporose constitui um dos principais problemas de saúde pública, já que estudos epidemiológicos demonstram que essa doença atinge principalmente o sexo feminino, sendo que 70% das mulheres brasileiras acima de 90 anos têm Osteoporose e 30% das mulheres na pós-menopausa também são acometidas com a doença, podendo também ser diagnosticada em mulheres com idade menor que 30 anos, por motivo decorrente de exercícios físicos excessivos ou anorexia.
A Osteoporose é caracterizada por um distúrbio no qual ocorre a redução da resistência óssea, isso porque o organismo através de uma regulação hormonal extrai o mineral dos ossos para manter os níveis sanguíneos dentro dos valores normais.
O tratamento tem como objetivo reduzir o risco de fraturas, diminuir a perda óssea, restaurar o turnover ósseo (ganho x perda da densidade óssea) a níveis de pré-menopausa e aumentar ou preservar a força óssea.
A prevenção da Osteoporose ainda é o melhor remédio, pois deve abranger todas as fases da vida, sendo que até 30 anos deve-se otimizar um ganho de massa óssea e após essa idade deve-se prolongar o período de estabilidade de massa óssea. Já nos idosos deve-se minimizar a perda óssea que ocorre com a senilidade (demência).
Existem fatores de risco modificáveis, como evitar o consumo excessivo de álcool e cafeína, não fumar, estimular o exercício físico, ter uma dieta adequada e evitar certos tipos de medicamentos que podem influenciar na absorção de Cálcio.
Em relação à alimentação, é necessário seguir uma recomendação de ingestão de Cálcio para cada idade. A recomendação será alcançada através do consumo de alimentos fontes de Cálcio (leite e derivados, sardinha, couve-manteiga, agrião, brócolis, gergelim, aveia, avelã). Poderão ser utilizados alimentos enriquecidos, como também a suplementação (Carbonato ou Fosfato de Cálcio) no caso de intolerância dos alimentos fontes. O tratamento farmacológico da Osteoporose é fundamental para manter bons níveis de Cálcio.
Além do Cálcio, é necessário manter níveis adequados de Fósforo, pois é um importante elemento do componente mineral do tecido ósseo. Associado à esses minerais está a vitamina D, que pode ser sintetizada na pele com influência da luz solar ou obtida através da alimentação. A vitamina D estimula a absorção intestinal de Cálcio e Fósforo.
Outras vitaminas e minerais estão envolvidas na síntese de várias proteínas da matriz óssea, como por exemplo, as vitaminas C e K e os minerais Zinco, Manganês e Cobre, sendo que seus valores são facilmente alcançados com uma alimentação rica e variada.
Portanto, previna-se, tenha uma alimentação saudável e adequada em nutrientes, faça exames regularmente, cuide de sua saúde.

Alimentos Orgânicos



Nos últimos tempos, foi dada uma grande importância para a produção de alimentos orgânicos, que está diretamente relacionada com a promoção da saúde humana. A produção de alimentos com baixa toxicidade e com melhor valor nutricional são as principais características dos alimentos orgânicos.
Além desses benefícios, esta forma de produção de alimentos proporciona efeitos benéficos em todo o agroecossistema, pois está concentrada na qualidade da água e do solo, na saúde da planta, no controle biológico das pragas, na diversificação das culturas produzidas nas propriedades, na produção animal integrada ao sistema e na produção de frutos melhores ao invés de somente maiores.
A toxicidade que os alimentos podem produzir é um assunto complexo, já que o ser humano está sujeito à ação de diferentes aditivos, agrotóxicos e drogas veterinárias, muito comuns nos alimentos que fazem parte da nossa dieta. Algumas dessas substâncias podem causar pequeno efeito à curto prazo e quando consumidas isoladamente.
O principal problema é que não há uma forma segura que garanta o consumo de alimentos produzidos à partir do padrão técnico moderno de produção. Esses alimentos quando consumidos à longo prazo e combinados com outros alimentos que também contenham aditivos e agrotóxicos podem causar várias complicações ao organismo.
A sensibilidade de cada pessoa influencia na manifestação ou não de determinadas substâncias. Essas substâncias químicas são metabolizadas no nosso organismo mediante um conjunto de transformações bioquímicas gerando metabólitos que causam menor ou maior toxicidade, produzindo vários níveis de disfunções.
As consequências à longo prazo da ingestão de produtos com aditivos e agrotóxicos podem causar repercussões teratogênicas (anomalias na formação e desenvolvimento do útero causando mal formações do feto), neurológicas, gástricas, ósseas e alergias. Algumas substâncias possuem um efeito acumulativo, onde são armazenadas na gordura corporal por um longo período de tempo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, os agrotóxicos causam à cada ano 700 mil dermatoses (problemas de pele), 37 mil casos de câncer e 25 mil casos de sequelas neurológicas. Entre os 600 produtos químicos considerados agrotóxicos, 200 deles deixam resíduos nos alimentos.
  Devido à todos esses problemas relacionados com a forma de produção dos alimentos consumidos no nosso dia-a-dia, deve-se dar sempre preferência à alimentos orgânicos, os quais são produzidos na nossa região. Também é importante salientar que quando não há a disponibilidade da oferta desses alimentos, pode-se cultivar nas próprias hortas nos quintais de casa, assegurando uma melhor qualidade daquilo que está sendo ingerido.

A alimentação na redução de sintomas como a pirose (azia)


A Pirose, popularmente conhecida como Azia, na maioria das vezes é originada devido à um refluxo gastroesofágico, ou seja, o ácido clorídrico presente no estômago para ajudar a digerir o bolo alimentar, pode acabar voltando até na região do esôfago por vários motivos. Como o esôfago possui uma região mais sensível e com pH muito diferente do estômago, esse ácido que retorna até nessa região causa dores, mal estar e irritação (queimação).
Vários fatores podem influenciar de forma negativa para que as pessoas apresentem esses sintomas, como por exemplo, alimentação e hábitos inadequados, hérnia de hiato, produção excessiva de gases e demais complicações gástricas. A presença desses fatores acaba fazendo com que a cárdia ou também conhecida como esfíncter esofágico inferior (uma espécie de registro que regula a entrada de substâncias no estômago) não tenha a mesma elasticidade, aumentando as chances de ocorrer o refluxo gastroesofágico.
Algumas modificações alimentares e de hábitos inadequados podem fazer com que os sintomas causados por esse refluxo sejam minimizados. É importante tomar cuidado para mastigar bem os alimentos, fazendo com que facilite o processo de digestão.
A realização de 6 à 8 refeições diárias é importante para reduzir o volume das refeições, como também manter horários regulares dessas refeições. Deve-se tomar o cuidado para realizar as refeições em posição ereta, não utilizar roupas apertadas, não deitar-se logo após as refeições e realizar a última refeição de 3 à 4 horas antes de deitar.
Em relação à alimentação, deve-se reduzir o consumo de gorduras, principalmente a gordura aparente da carne, pois o alto consumo de gorduras faz com que o corpo produza substâncias que facilitam o refluxo. Deve-se dar importância para o modo de preparo dos alimentos, já que as frituras podem piorar os sintomas causados pelo refluxo, devendo dar preferência para as preparações assadas ou grelhadas.
Devem-se incluir na alimentação, alimentos integrais e reduzir a quantidade de açúcar simples ingerida, com o objetivo de evitar a fermentação e a distensão abdominal.
A cafeína presente em vários alimentos (café, chimarrão, chás estimulantes, refrigerantes à base de cola) pode também causar irritação, portanto, seu consumo deve ser restrito.
Outros alimentos podem induzir ao refluxo, como por exemplo, o chocolate, a menta, a noz-moscada, a hortelã, o guaraná natural, a pimenta, as bebidas gaseificadas e alcoólicas. Já alguns alimentos acabam aumentando a formação de gases e também induzem ao refluxo, como por exemplo, o repolho, a cebola, o pimentão, o brócolis, a couve-flor, o milho verde, a batata doce, a melancia, os feijões e os ovos.
A ingestão de líquidos durante as refeições deve ser evitada, como também o consumo de sucos cítricos, devendo dar preferência para as frutas in natura e realizar uma boa hidratação ao longo do dia.
Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, pobre em gorduras e alimentos irritantes, boa hidratação, atividade física regular e bons hábitos resultam em um conjunto que acaba sendo bastante efetivo no controle de todos os desconfortos gástricos.