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21 de novembro de 2011

Amaranto


O amaranto é considerado um falso cereal, originário da América do Sul e Central, fazendo parte na antiguidade de rituais sagrados dos povos incas, maias e astecas.
Atualmente no Brasil, o amaranto é praticamente desconhecido, mas algumas espécies são popularmente conhecidas como caruru ou bredo.
A planta é utilizada de forma integral, onde as folhas, flores e caules são consumidos como verduras e os grãos são consumidos in natura ou utilizados em várias preparações como pães, tortilhas, bolos, pastas e mingaus. Outras formas de consumo dos grãos são juntamente com iogurte e cereais ou em vitaminas de frutas.
Em relação à qualidade nutricional, o amaranto possui alto teor de proteínas de boa qualidade. Devido ao amaranto possuir aminoácidos (derivados de proteínas) em quantidades elevadas que são comuns em cereais e leguminosas, pode-se dizer que o amaranto é uma combinação natural de cereais e leguminosas, sendo comparado com a mistura de arroz com feijão.
A planta possui na sua composição alto teor de fibras, como também é fonte de vários minerais como fósforo, potássio, magnésio, cálcio, ferro, zinco, manganês e selênio. Na planta podem ser encontradas vitaminas do complexo B (B1, B2, B3 e B6) e vitamina E. O amaranto pode satisfazer a necessidade da maioria das vitaminas e minerais.
Outra vantagem do amaranto é de não possuir glúten na sua composição e possuir função protetora do intestino, sendo uma ótima opção de consumo pelos celíacos, já que os portadores dessa doença possuem poucas opções nutritivas de consumo de alimentos. Isso faz com que a planta seja utilizada na elaboração de produtos farináceos sem glúten, como também na fortificação de farinhas de trigo e milho.
 A fácil adaptação do amaranto aos solos e climas brasileiros, faz com que o amaranteiro seja uma ótima opção de cultivo para a escala comercial devido ao seu potencial de utilização.

O amaranto é uma ótima opção de consumo, podendo oferecer uma boa quantidade de energia, corrigir deficiências nutricionais e melhorar a qualidade da dieta das pessoas.

12 de novembro de 2011

Campanha para matar Ronald McDonald

Médicos americanos estão realizando uma campanha contra o McDonald's para que a empresa deixe de promover seus produtos entre as crianças. O principal objetivo do projeto, divulgado em uma carta aberta, é dar fim ao personagem Ronald McDonald, o que está sendo chamado como "a morte de Ronald".
A principal alegação é que os sanduíches da rede de fast food são ricos em sal, gordura e açúcar e são hipercalóricos, o que, obviamente, não faz bem para as crianças. Por isso, a carta também pede que o McDonald's deixe de incluir brindes no "Mc Lanche Feliz". Nos Estados Unidos, a obesidade infantil é um problema grave: uma em cada três crianças tem excesso de peso.
Mas a empresa não pretende atender aos pedidos dos médicos. Em um comunicado oficial, o McDonald's defendeu seu principal mascote, seus produtos e sua marca. "Como o rosto da Ronald McDonald House Charities, Ronald é um embaixador a serviço do bem, que dá mensagens importantes às crianças sobre segurança, alfabetização e um estilo de vida ativo e equilibrado". Será????????

11 de novembro de 2011

Regulação do peso corporal

 
Desempenham papel importante na regulação da ingestão e do peso, as reservas de gordura corporal, a massa muscular, os hormônios e outras substâncias. Os controles de regulação à curto prazo envolvem fatores que controlam a fome, o apetite e a saciedade. Quando se fala nesses fatores podemos destacar que há gatilhos físicos para a fome e a saciedade, sendo que é muito mais fácil anularmos os sinais da saciedade (ingerimos muita comida mesmo depois de saciados), do que ignorar os sintomas da fome.Já a regulação à longo prazo é controlada pela disponibilidade de reservas de gordura, sendo importante ressaltar que a quantidade de calorias totais da dieta influencia muito na regulação do peso corporal.
Dentre os fatores que regulam a ingestão energética (total de calorias consumida) e o peso corporal está o efeito térmico dos alimentos, que está relacionado com o valor energético dos alimentos. Para exemplificar, podemos citar trabalhadores que consomem lanches durante suas jornadas de trabalho noturno. Neste horário de trabalho pode-se ter uma eficiência metabólica diferente do que ao longo do dia, pois acredita-se que a termogênese (produção de calor corporal) diminui à medida que anoitece.
Outro fator que influencia na regulação do peso corporal é a taxa metabólica de repouso, que corresponde ao nosso gasto de energia durante o repouso, que pode variar com a idade ou na restrição de ingestão de energia.
É considerado um fator ambiental importante no controle de peso, a energia gasta na atividade física, que pode corresponder em situações normais de 15 à 30 % do gasto total de energia.
O nosso sistema nervoso também influencia no nosso comportamento alimentar, pois acredita-se  que algumas substâncias neurotransmissoras (serotonina, neuropeptídeo Y e endorfinas) podem estar diretamente relacionadas ao aumento de apetite e consumo de doces e alimentos com alto teor de gorduras. Até no nosso intestino, onde ocorre a maior parte da absorção de alimentos, existem substâncias que podem influenciar na saciedade.
Um fator muito importante no controle de peso são os hormônios, como por exemplo, a insulina que atua no controle da saciedade. Entre outros hormônios que também possuem relação direta com o metabolismo energético estão a leptina e grelina. Dentre os hormônios mais conhecidos estão o T3 e T4 (hormônios da tireóide), que podem interferir diretamente no ganho ou redução de peso corporal.
Como vimos, a regulação do peso corporal envolve fatores complexos, mas que podemos atuar naqueles fatores modificáveis, que são a mudança do estilo de vida, constituída por uma alimentação saudável, balanceada e adequada às nossas necessidades energéticas, como também a atividade física regular, que auxilia no controle do peso e traz outros benefícios. O peso corporal, como também a composição corporal devem ser controlados ao longo da vida para que possamos ter uma maior longevidade.

Alimentação na gestação

A mãe oferece todos os nutrientes que o feto necessita até o nascimento, portanto, uma boa alimentação é importante tanto para a mãe como para o bebê. A gestante acaba aumentando as necessidades de consumo de alimentos fontes de proteínas, tanto de origem vegetal (lentilha, feijão, ervilha), como de origem animal (carnes, peixes, ovos, leite e derivados).
Em relação às gorduras, elas fornecem vitaminas A, D e E, que são importantes para a formação do cérebro da criança e tem como principais fontes os óleos utilizados nos temperos das saladas e também são encontradas nos alimentos fontes de proteína de origem animal. Ainda sobre as gorduras, vale ressaltar que deve ser evitado o consumo excessivo de produtos industrializados que contenham gordura trans, pois estes podem inibir o metabolismo de algumas substâncias importantes para o desenvolvimento do sistema nervoso do feto.
Já os carboidratos são o principal combustível do feto, sendo indispensável a cada refeição, porém, é importante saber fazer a escolha desses alimentos fontes de carboidratos. É importante aumentar o consumo de fibras, podendo ser realizado através de pães integrais, cereais integrais, importantes para o controle da glicemia das gestantes. Outro benefício do aumento do consumo de fibras, associado a uma hidratação adequada é o melhor trânsito intestinal, para poder ser evitada a constipação. Deve-se restringir o consumo de adoçantes à base de sacarina, pois estes são permeáveis à placenta, podendo permanecer nos tecidos fetais.
Como comentado anteriormente, a hidratação neste período deve ser um fator importante, pois se deve consumir bastante água (em torno de 2 litros, podendo variar de gestante para gestante) mesmo em casos de edema, para evitar a desidratação. O consumo de sucos naturais e água de côco também auxiliam na hidratação.
Entre as vitaminas, deve-se dar importância para o consumo de alimentos ricos em vitamina B9 (Ácido Fólico) como fígado de galinha, gérmen de trigo, grão-de-bico, feijão, abacate, vegetais verdes escuros, pois esse nutriente é necessário para o crescimento e multiplicação das células, sendo que sua carência pode provocar retardo no crescimento ou crescimento imaturo. Entre os minerais, há uma maior atenção para o consumo de Cálcio (fontes: leite e derivados) adequado, com a finalidade a descalcificação e hipertensão arterial na gestante. O Ferro (fontes: carnes vermelhas, fígado) é outro mineral que se deve tomar cuidado para ingerir a quantidade adequada, pois sua carência pode provocar anemia tanto na mãe como no feto.
A forma melhor de oferecer tudo o que o bebê precisa é comer duas vezes melhor, e não duas vezes mais. É importante adotar um cardápio variado em quantidades razoáveis e não pular as refeições, pois a mãe é muito vulnerável ao jejum e o bebê precisa ser abastecido com regularidade.

Yacon

O Yacon é uma planta conhecida há séculos, com registros observados desde o ano de 1653. Em alguns países da América do Sul o Yacon é conhecido por outros nomes como Arboloco (Colômbia), Aricoma (Peru e Bolívia), Jíquima e Jiquimilla (Venezuela e Colômbia), Llacon, Llacjon e Llag’on (Peru, Bolívia e Argentina). Já nos Estados Unidos é conhecido como Yacon Strawberry, na França como Poire de Terre, Leafcup na Inglaterra e Polimnia na Itália.
No Brasil, o Yacon foi introduzido no ano de 1991 em terras paulistas e posteriormente em algumas regiões de Santa Catarina, sendo cultivado até os dias atuais, porém sua utilização é pouco difundida.
O Yacon é um tubérculo de origem andina, conhecido popularmente no Brasil como “batata do diabético”. A raiz da planta geralmente é consumida in natura, e devido ao seu sabor adocicado, alguns países como Peru, Bolívia e Colômbia comercializam a planta juntamente com as frutas. Há ainda outras formas de preparação como o chá das folhas da planta, a desidratação e recentemente também é utilizada na indústria alimentícia, como ingrediente na preparação de pães e bolos.
Ao contrário da maioria dos tubérculos e raízes, que contêm os seus carboidratos na forma de amido, o Yacon é composto basicamente de substâncias chamadas de frutooligossacarídeos (FOS). Os FOS passam pelo estômago e intestino sem serem absorvidos, proporcionando efeitos benéficos na função intestinal como também acabam não elevando a glicemia (taxa de açúcar no sangue). Devido à esses efeitos benéficos, seu consumo foi bastante difundido entre os diabéticos, que necessitam de controle regular da glicemia.
Vários estudos demonstram que o Yacon possui efeito hipoglicemiante, ou seja, tem a capacidade de reduzir a taxa de açúcar no sangue, porém o mecanismo de ação da planta ainda não está esclarecido. O Yacon é uma ótima opção de consumo, salientando que sempre deve estar associado à hábitos alimentares saudáveis, como também à atividade física regular, para que tenha o efeito desejado.